Olá, queridas amigas!
Estou aqui para contar a vocês sobre um capítulo especial em minha vida, que mudou meu destino.
Sempre fui uma criança acima do peso. Não era gorda, mas levemente rechonchuda e, com o passar dos anos tanto meu peso quanto meu manequim foram aumentando. No entanto, nunca havia chegado a ser obesa. Fui do M ao G, e depois de volta ao M muitas vezes no decorrer da minha vida.
Aqui está uma foto minha num manequim M:

Até que a partir dos 23 anos, fui gradativamente do M ao GG, num processo de anos. O problema era que eu não estava mais conseguindo diminuir o manequim. As super-dietas-estrambólicas e os mega-shakes que antes funcionavam tão bem, não surtiam o mesmo efeito.
Então, tentei do jeito saudável, devagar e sempre, mas não estava indo nem devagar, muito menos sempre. A compulsão que eu tinha por comida durante toda a minha vida, estava cada vez mais presente e evidente. Nem a psicóloga conseguiu resolver o caso, nem nutricionistas e endocrinologistas, nem academia, nem conselhos ou broncas... NADA! E, a cada ano que passava, mais eu engordava e menos vontade de ao menos tentar eu tinha.
Mas ainda assim, a imagem mental que eu tinha de mim, sempre foi de uma bela mulher, independente do peso e, na minha cabeça, mesmo tendo consciência de que naquela altura eu já era obesa, eu não me via tão pesada. O susto eu tomava quando via alguma foto que alguém houvesse tirado de mim de corpo inteiro.
Há uns sete anos, minha mãe fez cirurgia bariátrica e eu não só testemunhei a luta dela após a cirurgia, como cuidei dela no pós –operatório e pude acompanhar seu emagrecimento. Mas mesmo assim, não achava que compensava por tudo o que ela passou (a cirurgia dela foi aberta e colocaram um anel, que até hoje faz com que ela vomite tudo sempre que come um pouco mais rápido). Mas minha mãe nunca se arrependeu. Aliás ela sempre disse que faria tudo de novo.
Nesse passar de anos, minha mãe ia emagrecendo e eu, engordando, fui de obesidade para obesidade mórbida e ainda assim, não me enxergava como uma obesa, mas já sentia os efeitos psicológicos dessa situação a cada vez que precisava comprar uma roupa nova para uma festa, por exemplo, e não havia outra opção mais além das lojas especializadas em tamanhos grandes. Para uma mulher tão vaidosa, como sempre fui, essa situação ia minando a minha autoestima aos poucos.
Meus pais, temendo pela minha saúde, insistiram por anos para que eu operasse e se propuseram a pagar pela cirurgia, mas eu achava que seria uma fraqueza de caráter render-me a esse procedimento, fora que eu não achava que valia a pena abrir mão de todas as idas aos restaurantes com meu noivo e meus amigos e de todas as guloseimas pelo “perrengue” que eu acreditava a ser a vida pós-cirurgia, baseada no que presenciei com minha mãe.
Até que um dia, desolada por uma situação boba, desabei em choro e uma tristeza avassaladora tomou conta de mim e eu percebi o real motivo: não era aquela situação boba em si, mas o fato de não estar feliz comigo mesma. Eu não me encontrava mais, havia perdido a minha identidade, o meu ideal de beleza, a minha visão mais perfeita de mim mesma. Em algum lugar, debaixo de toda aquela gordura, estava a minha autoestima, a Antonietta de verdade, que não aguentava mais ser sufocada e precisava ser resgatada. Foi como se todos aqueles anos em que meu amor próprio foi sendo pouco a pouco e silenciosamente auto sabotado criaram uma explosão de sentimentos que culminou naquele momento, no qual tomei a decisão de fazer a cirurgia.
Ao me consultar com o médico, descobri que meu imc já havia chegado a 46!!! Gente, o imc que define obesidade grau III é 40... eu já estava em 46!!! Tive a certeza de que havia tomado a decisão correta.
Tudo correu maravilhosamente bem, minha cirurgia foi feita por videolaparoscopia e a técnica utilizada foi a mais moderna de hoje em dia, o by-pass em y de Roux, e minha experiência de pós-operatório foi totalmente diferente da que a minha mãe teve. A recuperação foi rápida e hoje, 5 meses após a cirurgia, nem parece que operei, até agora emagreci 26 kg e meu imc está em 35.
Claro que houve uma dieta toda especial, principalmente no primeiro mês, e que tenho que estar em constante acompanhamento médico durante o primeiro ano e depois de 6 em 6 meses e também as vitaminas que terei que tomar para o resto da vida, e os exercícios físicos que passam a ser nosso maior aliado no emagrecimento e aumento de massa muscular para evitar ao máximo a flacidez e perda muscular. Mas, se pensarmos bem, todos temos que ter acompanhamento médico e nos exercitar e, o que é uma cápsula de vitamina ao dia se comparada com o enorme bem estar e qualidade de vida que passamos a ter?
Eu posso dizer, com todas as letras, que não poderia estar mais feliz e certa da decisão que tomei, e para mostrar a vocês aqui está uma foto minha de uma semana antes da cirurgia e 4 meses depois (ainda não tirei a foto comparativa do quinto mês).

Bom, meninas, espero que tenham gostado e me coloco a disposição para esclarecer quaisquer dúvidas que vocês tenham sobre algum detalhe de minha cirurgia!!!
Beijos mil!!!:*:*:*